Como conferir o repasse do hospital, passo a passo
Atualizado em 05/07/2026
O demonstrativo de repasse tem uma característica silenciosa: ele mostra o que veio, nunca o que faltou. Um procedimento ausente não deixa rastro no papel; só aparece para quem compara o documento com o que de fato realizou. Conferir é exatamente isso: colocar os dois lados frente a frente.
Passo 1, reúna os dois lados
De um lado, o que você fez: data, hospital, convênio e os procedimentos realizados, com código TUSS, quantidade e sua função na equipe. Do outro, o demonstrativo do mês. Sem o primeiro lado registrado, a conferência é impossível; é ele que revela o que não veio.
Passo 2, espere o mês certo
Cirurgias eletivas costumam entrar no repasse cerca de dois meses depois (D+60); urgências e emergências podem levar três (D+90). Os hospitais emitem, em geral, entre os dias 15 e 22 do mês, e o prazo médio de recebimento no setor está em 77,35 dias, segundo o Observatório Anahp. Conferir cedo demais gera alarme falso; a pontualidade certa é a do ciclo, não a do calendário.
Passo 3, case linha a linha
Cada procedimento realizado deve encontrar uma linha correspondente no demonstrativo. A ausência é tão importante quanto o valor: o item que não consta é a divergência mais fácil de passar despercebida, justamente porque não está lá para ser vista.
Passo 4, conheça as divergências clássicas e a que não é divergência
Três padrões merecem atenção: valor glosado ou reduzido, quantidade menor que a realizada, e procedimento que não consta. E um padrão confunde até quem confere: em procedimentos múltiplos pela mesma via de acesso, a regra da CBHPM remunera o principal a 100% e os demais a 50%. Isso é redução prevista em norma, não erro; saber distinguir evita pedidos de revisão desnecessários e preserva a sua credibilidade junto ao faturamento.
Passo 5, trate valores como aproximados
A tabela praticada pelo hospital pode variar em relação à CBHPM de referência. A pergunta certa não é se veio o centavo exato, e sim: este procedimento veio, na quantidade certa, num valor compatível? Divergência estrutural pede revisão; diferença de centavos, não.
Passo 6, transforme divergência em pedido de revisão
O que divergir vira uma solicitação factual ao setor de faturamento: item, código, quantidade, o que veio. Sem juízo de intenção, com respeito; é o mesmo gesto de conferência que hospitais e operadoras já trocam entre si todos os meses.
Feito à mão, esse roteiro exige registro disciplinado, tabela de referência ao lado e constância todo mês. É exatamente esse trabalho que o HonorisMed automatiza: o registro da cirurgia leva cerca de 60 segundos, e a conferência do demonstrativo volta pronta, linha a linha. Veja como funciona, ou teste com um repasse real, sem cartão.
Leia também
Carta de revisão de glosa: o que é e como pedir ao hospitalFontes
- Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), AMB, edição 2022.
- Observatório Anahp, 9ª edição (março/2026).