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Carta de revisão de glosa: o que é e como pedir ao hospital

Atualizado em 05/07/2026

O que é

A carta de revisão, também buscada como contestação de glosa, é um documento simples: um pedido factual de reanálise, endereçado ao setor de faturamento do hospital, listando os itens do repasse que divergiram do realizado. Não é reclamação, não é notificação, não é peça jurídica. É o mesmo gesto de conferência que hospitais e operadoras trocam entre si todos os meses, agora partindo do médico.

Por que ela funciona

O Observatório Anahp, na 9ª edição do balanço (março/2026), mostra a glosa inicial em 15,93% do faturamento e a glosa final, após conferência e revisão, em 1,72%. A revisão não é um confronto raro; é uma engrenagem rotineira do setor, e a distância entre os dois números mostra que ela resolve a imensa maioria das divergências. O médico que pede revisão não está abrindo uma briga; está entrando num fluxo que já existe.

O que uma boa carta contém

Endereçamento ao setor de faturamento, identificação do médico (nome, CRM), a competência do repasse em questão, e então o essencial: item a item, o código TUSS, a descrição do procedimento, a data, a quantidade realizada e o que veio no demonstrativo. Nada além dos fatos. Valores, quando citados, sempre como aproximados pela referência CBHPM, deixando claro que a tabela praticada pelo hospital pode variar; o pedido é de revisão dos itens, nunca a cobrança de um valor exato.

O tom que resolve

A carta que funciona não atribui intenção, não exige, não ameaça. Descreve e pede. Quem recebe é uma equipe que processa milhares de itens por mês e responde melhor a um pedido organizado do que a uma acusação. O tom respeitoso não é fraqueza; é o que faz a carta ser lida, processada e respondida, preservando a relação que paga os honorários todos os meses.

O que deixar de fora

Reduções previstas em norma não entram: em procedimentos múltiplos pela mesma via de acesso, a CBHPM remunera o principal a 100% e os demais a 50%, e pedir revisão disso desgasta a credibilidade de todo o resto. Diferenças de centavos também não; o que entra é divergência estrutural: item glosado, quantidade menor que a realizada, procedimento que não consta.

Escrever essa carta à mão exige a conferência pronta, os códigos à mão e o cuidado de separar o que é divergência do que é norma. O HonorisMed gera a carta automaticamente a partir da própria conferência: factual, item a item, já endereçada ao setor de faturamento. Veja como funciona, ou teste com um repasse real, sem cartão.

Leia também

Como conferir o repasse do hospital, passo a passo

Fontes

  • Observatório Anahp, 9ª edição (março/2026).
  • Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), AMB, edição 2022.